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domingo, 6 de janeiro de 2013

Olhar para equipe


Todo mundo renovado, cheio de energia, os planejamentos de 2013 começam a sair do papel. Mesmo que alguns projetos sejam tratados como continuidade, a virada de ano sempre traz um ar de novidade.
Uma visão diferente sobre uma mesma situação, uma nova abordagem a respeito de um tema, tudo pode ser renovação.
Meu post de hoje sugere este novo olhar sobre a sua equipe. Algumas perguntas simples, se respondidas após uma reflexão tranquila baseada nos fatos podem ajudar:
- Todas as pessoas da equipe compartilham dos valores e objetivos da empresa?
- Estou sabendo aproveitar as habilidades individuais, fazendo a alocação correta dos profissionais nas funções?
- Os times estão montados da melhor maneira? Estão realmente funcionando como times?
- Os profissionais que se destacaram no ano passado foram devidamente reconhecidos? Eles têm desafios compatíveis com suas capacidades para este ano?
- Aquela pessoa que não vem apresentando bom desempenho está bem posicionada, de acordo com suas capacidades?  Há alguma outra função que ela poderia exercer?
- E o profissional que já foi testado em várias posições está mesmo alinhado aos valores/objetivos da empresa?
- A empresa está atendendo às expectativas de seus funcionários/colaboradores? E está preocupada na retenção de seus talentos?
- Eu, na qualidade de gestor, estou respondendo à minha equipe no volume de suas necessidades? Estou conseguindo mantê-la conectada e naturalmente motivada?
Muitos outros questionamentos podem ser feitos! São simples, mas ter clareza nas respostas fará toda a diferença no sucesso do projeto e da empresa. Ter o time certo, ajustado de acordo com suas capacidades, torna o trabalho mais suave, aumenta a motivação e, claro, melhora o desempenho!
Tem uma frase que é atribuída ao Einsten, sinceramente não sei se é dele, mas adoro e acho que ilustra muito bem o texto de hoje: “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará a vida inteira acreditando que é um idiota”.


domingo, 11 de novembro de 2012

Aprendendo com a Lavadeira

Que treinamento é a melhor alternativa para o desenvolvimento e aprimoramento das pessoas, imprescindível no dia a dia das organizações, todos concordam!
Porém, mais do que aderir ou verbalizar sua fé na prática, é preciso entendê-la como instrumento transformador, atentando-se para todos os aspectos que a envolvem.
Entender que nem todo mundo é um treinador em potencial e que a parte técnica é apenas uma, em minha opinião, é ponto de partida. Já presenciei situações onde o profissional que detinha toda a tecnologia do processo não conseguia transmiti-la aos seus colegas. Resultado: frustração dos dois lados.
O planejamento do treinamento deve contemplar habilidades individuais, características culturais, volume de informações x tempo, aspectos práticos e subjetivos. Teoricamente parece bastante simples, mas somando tudo isso às atividades, metas e prazos diários das empresas, a coisa costuma complicar.
            A solução é tentar tornar o treinamento orgânico à rotina da empresa. Aqui não estou pregando o fim dos departamentos ou profissionais dedicados à função, mas o entendimento que esta não pode ser uma responsabilidade exclusiva deles. É bom pra todos!
          Como escreveu a lavadeira, minha poetisa preferida, Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
         

domingo, 30 de setembro de 2012

Sempre as pessoas


                      Do período em que trabalhei em fast foods, entre muitos aprendizados, lembro agora do “posicionamento de plantão”.  Momento diário onde o gerente do turno posicionava cada profissional em uma área, passava metas de vendas, observações sobre o dia anterior, etc.
                Esta prática, específica para aquele segmento, pode ser transposta para as reuniões semanais onde os gestores passam as metas para os departamentos, acompanham os projetos em andamento, tomam ciência das dificuldades e recolhem informações para fazer os ajustes necessários. Muitas vezes, esse é um momento normal e burocrático, mas nem sempre precisa ser assim.
                No meu entendimento, o bom gestor deve aproveitar estes momentos (ou criar quando não existem) para perceber o clima da sua equipe ou departamento.  Desenvolver dinâmicas para que aquele grupo expresse realmente o que está percebendo na execução daquele projeto ou tarefa. O follow up da execução pode-se ter através do acompanhamento dos softwares de gerenciamento, mas as subjetividades somente as pessoas podem absorver e transmitir.
                Gerenciar uma organização, departamento ou projeto em cima de projeções e estatísticas baseadas em boas métricas pode garantir êxito. Mas somar a estas a contribuição individual e subjetiva de quem está diretamente envolvido no processo pode garantir o sucesso, a superação das metas, A redução do retrabalho e de custos.  No final das contas, um gestor, por mais ferramentas que possua, deve colocar na mais alta conta a contribuição da sua equipe (O capital humano).
                Naquela época, alguns gerentes seguiam o manual de operações, baseado no mercado internacional, mas os melhores perguntavam ao grupo qual a sobremesa preferida dos clientes e colocavam esta como sugestão para aumentar o ticket médio. Não basta seguir o manual o que faz a diferença é a contribuição pessoal.

domingo, 9 de setembro de 2012

“Não existiria som se não houvesse o silêncio...”


Há algum tempo tenho me incomodado muito com algumas postagens nas redes sociais. Na sexta-feira de noite começam as reclamações sobre como o final de semana passa rápido, no domingo já estão perguntando se falta muito para sexta feira. Na semana passada, uma amiga “tuitou” que odiava as noites de domingo e, depois que mudou de emprego, descobriu que o problema era as segundas. No programa “Isto é coisa da sua cabeça”, de Inês de Castro, na Band News FM, o assunto foi a “depressão” de fim de semana. Domingo é o tema do post.
O final de semana (ou dia de folga, para quem trabalha sábado e domingo) deve ser o momento para renovar a energia, desfrutar, revigorar... se for um momento dramático, devemos avaliar! Estamos exagerando nas expectativas ou temos que repensar nosso trabalhou e/ou nossa atitude diante dele.
Na posição de gestores de equipe, devemos nos perguntar: como a equipe encara a segunda-feira?  Se para maioria este dia é um fardo, é necessário rever a condução do trabalho. As dicas de Dr. Daniel Martins de Barros, na conversa com a Inês de Castro, são preciosas: dar autonomia à equipe quando possível, exemplo, deixar que definam horário de almoço, dar prioridade na execução das tarefas, contextualizar as tarefas exercidas no processo da empresa, entre outras. Mas o mais importante é estar atento ao grupo gerenciado, o clima na segunda pode refletir o estado de espírito do grupo e o gestor precisa intervir para melhorar se não estiver bom. Rever objetivos, realocar profissionais, dar feedbacks construtivos, ouvir!
O domingo é o primeiro dia da semana! Planejar, organizar, esperar coisas boas deve estar na pauta, se isto não for possível, se o desânimo dominar, precisamos “rodar o nosso PDCA*”. Deixo o Milton como inspiração para o final de domingo, segunda, terça... de todos.
*Plan Do Check Act or Plan Do Check Adjust = Planejar, agir, checar e agir ou Planejar, agir, checar e ajustar.